Mais Amor, por favor!
13 Domingo Mai 2012
13 Domingo Mai 2012
26 Sábado Nov 2011
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ísis fernandes, berlim, berlin, city, creation, dialogs, elza cohen, experimentation, fotografia, Hands, multigraphias, Painting, Photography, Roberto Cambusano, urban planning

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21 Quarta-feira Set 2011
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art, ísis fernandes, berlim, berlin, Jaime Scatena, Lã, london, Maria, multigraphias, Photography, Roberto Cambusano, Roma, Roupas, street photo, urban art, urban photo, Virgem
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20 Terça-feira Set 2011
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1. Orgóvio nasceu sem cabeça. Mas vive bem. As pessoas dizem: “Ele é esquisito.” Mas e daí? Quem são as pessoas? Todas burras, feias. Orgóvio passa, sem cabeça, na avenida principal. Todos o conhecem. Há alguns que não aceitam: “Como pode uma pessoa não ter cabeça?” Tais pessoas não importam. Morrerão logo. Orgóvio segue, indiferente, como se disesse: “Nasci sem cabeça. E vocês, que não nasceram?”
2. Gerúlia nasceu com cabeça. Mas quando foi a Bariloche, subiu num morro muito alto, coberto de neve. Quando chegou ao topo, sabe-se lá por quê, sua cabeça rolou e escondeu-se na neve. Nunca mais foi encontrada. Lamentou-se Gerúvia com as amigas: “Perdi meus brincos!”
3. É mais grave o caso de Otônio, que além de não ter cabeça, também não tem corpo. Nem braços, nem pernas, nem tórax, nem nádegas – Otônio não tem nada. Exceto o sexo. O que sobrou de Otônio foi o pênis. Mas ele não liga. Um pênis já lhe basta. Otônio é um rapaz sexualmente ativo. Obviamente, aqui no Multigraphias não relataremos detalhes de sua vida íntima. Não seria adequado.
4. Crúgia – essa sim – não tem nada. Ela nasceu, mas não tem corpo. As pessoas só não a criticam porque não conseguem vê-la. Se conseguissem, diriam: “Onde já se viu alguém nascer sem corpo? Abusada!” Felizmente, Crúgia está livre da maledicência. Por outro lado, tem muita dificuldade em arranjar um amante. Nos bares, consegue entrar sem pagar. Mas homem nenhum a percebe, nem o garçom – ela não consegue sequer pedir um drink. Volta pra casa macambúzia, pensativa: “Não sei onde está meu problema!”
5. Dodínio, por sua vez , não existe. Não chegou nem a nascer. Sobre ele, não temos informações. Ele mesmo não tem. Para quem nasce sem cérebro, dizem: “acéfalo”. Para Dodínio, diriam: “…”. Mas ele nem chegou a existir. Então, não disseram nada. Mas bem que gostariam.
NOTA: obiviamente, Dodínio, como os outros personagens, não tem cabeça. A diferença é que ele é mais, digamos, “abstrato”. Motivo pelo qual muitas pessoas, se ele existisse, o discrimirnariam. Diriam: “Onde já se viu não existir?” Sobre Dodínio, Jaime Scatena indaga: “Ele é abstrato ou inexistente?” Eu pensei sobre o problema, mas não cheguei a conclusões. Pensei então em consultar o próprio Dodínio, mas não tive sucesso. Pessoas que não existem não têm telefone fixo, tampouco celular. E como conversar com alguém inexistente? Há pessoas que realizam diariamente tal proeza. Eu confesso que não me atrevo a tanto. Voltanto à questão do Jaime: é verdade que coisas abstratas não são necessariamente inexistentes, embora o sejam em alguns casos. Talvez Dodínio seja ambos – abstrato E inexistente. Mas é apenas uma vaga hipótese.
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13 Terça-feira Set 2011
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Na postagem de ontem, deparamo-nos com a questão, aparentemente simples, que diz: “o que é arte?” A única a dar uma resposta satisfatória foi Juju, na imagem de Alex Villegas: “Artes é tudo aquilo que me empressiona”. Nós todos só fizemos rodeios, alusões. Juju não – ela foi direto ao ponto. E a resposta dela nos dá uma boa pista para investigar a questão. Partindo do que ela escreveu, é possível tomar o caráter “artístico” não como uma qualidade imanente ao objeto, mas como subordinado à perspectiva de quem vê. De forma que uma pessoa pode dizer: “Matisse, pra mim, não é arte”. E não há como contestar a sentença, já que a arte depende, se aceitarmos a teoria de Juju, não de um juízo objetivo e válido universalmente, mas de uma capacidade de “empressão” subjetiva.
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Creio que, se indagada a respeito do que é anti-arte, Juju diria: “Anti-artes é tudo aquilo que não me empressiona”.

Anti-arte, antes de mais nada, é uma (des)ética.
Por que, si lo hay, soy contra.